Num verão, na costa do Alasca, um casal de patos eider fez um ninho a aproximadamente 12 metros de distância do ninho de um casal de mergulhões árticos. A história que irei relatar é admirável por um bom número de razões, mas principalmente porque os mergulhões árticos adultos normalmente comem os patinhos eider. O fato de os dois ninhos estarem assim perto, era incomum, pois os eider adultos são totalmente capazes de proteger seus filhotes contra qualquer tentativa de agressão por parte dos mergulhões, mas a localização dos ninhos foi anotada por um ornitólogo que pesquisava a área.
Ambos os ninhos estavam ocupados por seus respetivos casais de pássaros adultos quando foram observados no dia 6 de junho e novamente no dia 13. Mas no dia 27, o ornitólogo descobriu uma situação muito interessante. Por razões desconhecidas, os cinco patinhos eider, que haviam nascido nesse meio tempo, estavam sendo cuidados pelo casal de mergulhões. Os pais eider não mais foram vistos, e os mergulhões não tinham sua própria ninhada.
Os mergulhões adultos cuidaram dos patinhos do mesmo modo como cuidariam de seus filhotes. Eles buscavam alimento para os patinhos num laguinho próximo e os chamavam com um "quá-quá" bem suave. Mas quando havia perigo, avisavam com um "quá-quá"· bem alto. Os patinhos saíam correndo para junto da mamãe e papai mergulhões sempre que estes os chamavam. Ocasionalmente, um patinho subia nas costas do mergulhão e ali ficava de pé como um pequeno garboso capitão de navio, enquanto o mergulhão nadava no lago. Estes pássaros de espécies totalmente diversas e geralmente antagónicas pareciam não ter o mínimo problema em se comunicar uns com os outros, e a família adotiva parecia ser tão feliz e pacífica quanto se poderia imaginar.
Como pecadores, somos estranhos à família de Deus, mas acreditando em Jesus, nos tornamos parte de Sua família adotiva. E, como cristãos, temos um novo amor por todos os filhos de Deus, o qual nos ajuda a vivermos juntos em paz e harmonia.