Uma Palavra Amiga

Ele acariciou um Cervo

04 de Novembro
"Não matarás." Êxodo 20:13
Ouvir

Algumas vezes você ouve coisas que parecem quase inacreditáveis. Assim é a história contada pelo Sr. Kulik, que costumava caçar veados. Um dia nevoso durante a estação de caça, o Sr. Kulik saiu com seu rifle, três sanduíches, e uma garrafa térmica. Abriu caminho entre a floresta até dar com um trilho de veados bem nítido. O caçador olhou ao redor à procura de um esconderijo de onde pudesse ficar à espreita de veados. Encontrou um recanto coberto numas rochas e sentou-se à espera. Mas depois de uma hora, ficou com fome, e decidiu lanchar. Havia acabado de comer dois sanduíches e bebido algo de sua garrafa térmica quando viu um animal.

A menos de sete metros de distância estava um magnificente cervo adulto. Não havia nada a menos de 30 metros que pudesse oferecer-lhe abrigo. Não havia maneira de o Sr. Kulik errar. Ele havia caçado por tantos anos, e atirado em muitos veados, mas nunca tinha tido uma chance como essa. Mas o Sr. Kulik não se moveu. Simplesmente permaneceu sentado esperando que o gamo desconfiasse que se encontrava ali e fugisse em busca de proteção. Se o veado tivesse feito isso, o Sr. Kulik provavelmente o teria abatido com um ou dois tiros. Mas o veado não correu.

Aquele veado, que com certeza já deveria ter fugido de muitos caçadores, não fez questão de correr mesmo quando descobriu a presença do caçador. Em vez de correr, começou a andar vagarosamente em direção ao Sr. Kulik. Cuidadosamente, pé ante pé, foi se aproximando, talvez curioso, até chegar bem na frente do caçador, olhando firmemente em seus olhos.

O que você faria se isso lhe tivesse acontecido? O Sr. Kulik não sabia o que fazer; esticou simplesmente o braço e começou a acariciar a cabeça do cervo entre os chifres. Como o veado nem havia piscado, o Sr. Kulik passou a mão sobre o seu pêlo – ele estava acariciando um veado selvagem! O caçador acabou dando-lhe seu último sanduíche, que foi comido imediatamente. Logo o cervo se afastou e vagarosamente continuou seu caminho.

O Sr. Kulik nunca mais atirou num veado. Depois dessa experiência edénica, ele simplesmente não conseguia fazê-lo.