Uma Palavra Amiga

A inteira doação da rainha

28 de Abril
"Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual Ele comprou com o Seu próprio sangue." Atos 20:28
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Quando uma rainha das formigas se precipita ao solo após o voo nupcial, inicia uma vida de inteira dedicação que raramente é igualada. Primeiro, desfaz-se das asas. Nunca mais poderá voar, e os músculos responsáveis pelo voo serão necessários como alimento, uma vez que ela não irá ingerir comida por vários meses. Precisa viver e alimentar seus filhotes com as reservas do próprio corpo.

Após perder suas asas, a rainha cava um buraco. Aguenta cavar apenas até uma profundidade suficiente para esconder-se de seus possíveis predadores. Então alarga a parte final do orifício, formando uma pequena câmara, e fecha a entrada tornando-se prisioneira. No processo de cavar o orifício e a câmara, perde suas mandíbulas e dentes. Agora ela não pode comer mesmo que tivesse algum alimento.

Então a rainha espera pelos ovos que serão produzidos pelo seu corpo. Inicialmente serão poucos - muitos ovos na primeira vez iriam esgotar suas reservas, e a rainha morreria. Quando os ovos se transformam em larvas, a rainha alimenta-as com sua própria boca, com uma substância produzida pelo corpo. No processo de crescimento, as larvas necessitam cada vez mais de comida. Agora ela os alimenta com a última de suas reservas. Mas sua única esperança de sobrevivência é ter a certeza que seus filhotes chegarão à maturidade quando serão capazes de alimentá-la pelo restante de sua vida, colocando-lhe a comida na boca. Surpreendentemente, essas primeiras larvas tornam-se ninfas, e descansam nesse estágio pré-adulto. Se não o fizessem, sua necessidade de alimentação mataria a rainha de fome.

Finalmente as jovens formigas surgem de seus casulos e começam imediatamente a servir a rainha, que lhes dera sua última grama de energia e reservas alimentares. Sem ela, as formigas não existiriam, e agora, sem elas, a rainha não poderia viver.