Um médico que conhecemos no Sul do Texas tem um jacaré como bichinho de estimação no seu quintal. o jacaré vive ali há muitos anos e agora é bem grande. Uma vez passamos a noite na casa deste homem, mas ele não nos disse nada sobre o jacaré do outro lado da janela acima de nossa cama. (E ficamos felizes em nada saber!) O jacaré não fará mal a ninguém contanto que não permaneçam no fundo do quintal e que o doutor seja cuidadoso, mas pareceu-nos que o homem estava brincando com o perigo.
O jacaré come carne, naturalmente, e para suplementar sua dieta regular, o doutor apanha animais mortos na rua e traz para seu bicho. Um outro amigo nosso estava levando o doutor um dia para um passeio, quando este gritou:
Nosso amigo freou bruscamente pensando no que poderia estar acontecendo.
Novamente nosso amigo obedeceu humildemente, voltando o carro até chegar a um lugar onde um grande cachorro morto estava deitado à beira da estrada. O doutor abriu a porta, pulou fora e correu para a carcaça. Apanhou o cachorro, trouxe-o até o carro, abriu a porta traseira, e colocou-o sobre o assoalho do banco traseiro. Então limpou-se, aparentemente ignorando o cheiro, pulou de volta no assento da frente, e casualmente exclamou:
Veja, o doutor tornou-se tão familiarizado em viver com um jacaré em seu quintal e tão natural lhe era pegar animais mortos e decompostos pela estrada afora, que ele não mais percebia ser tal ação um comportamento indesejável. Pessoas que gostam de mexericos chegam a tal ponto que não percebem ser o seu comportamento detestável; o seu hábito - como o jacaré - necessita ser alimentado de material em putrefação.