Certa manhã quando estava preparando o desjejum, olhei pela janela da cozinha e notei alguma coisa. Ali, entre a janela e a tela estava uma teia comum de aranha. A teia era bem grande e tinha um bom estoque de alimento para o futuro.
Fiquei imaginando como a aranha havia entrado ali. Verifiquei toda a moldura da tela e não encontrei alguma fenda suficientemente grande pela qual a aranha pudesse ter entrado. A janela da cozinha não havia sido aberta por meses, de modo que a aranha não poderia ter entrado por ela. Quanto mais pensava, mais confusa ficava. Então pensei que provavelmente a aranha tivesse entrado pela tela quando ainda estava bem pequena, do tamanho da cabeça de um alfinete, ou menor.
A aranha não sabia que ao crescer, estaria para sempre presa entre a janela e a tela. Comecei a sentir pena da aranha, pois ela jamais poderia sair. Realmente, eu estava pensando que não gostaria de estar enjaulada dessa maneira e não estava pensando do ponto de vista da aranha.
Enquanto ponderava se abriria a tela ou a janela para deixar a aranha escapar, uma pergunta veio à minha mente: como essa aranha havia conseguido viver ali esse tempo todo? Talvez nem fosse um lugar assim tão ruim. Os pequeninos insetos que a aranha comia podiam entrar e sair pela tela, de modo que havia um suprimento inesgotável de alimento. Todos os inimigos da aranha - pássaros, lagartos, cobras, sapos e outros semelhantes, não podiam entrar ali pela mesma razão que ela não podia sair. De modo que não havia preocupações para ela. O espaço era quase tão bom quanto um paraíso para ela.
Então pensei um pouco mais, desta vez a respeito de minha própria vida. Decidi que mesmo que fosse presa, estaria contente sabendo que Jesus está comigo e não me deixará.