Os pica-paus gostam de árvores que estão morrendo, mortas e em decomposição. Eles fazem parte do grupo de lixeiros naturais da natureza. Alimentam-se de insetos que danificam as árvores, rasgando literalmente troncos e árvores mortas, para apressar sua decomposição e eliminação. Os pica-paus também usam as árvores e galhos mortos para sua habitação. Eles precisam da floresta e esta precisa deles. Mas com tanta gente cada vez mais tomando o espaço onde havia florestas, não há mais tantos pica-paus como costumava haver. E quando os encarregados de limpar as florestas retiram a madeira podre, os pica-paus perdem seus ninhos.
Por essa razão, um grupo de cientistas da Universidade Estadual de Ohio decidiu ajudar os pica-paus. Fizeram árvores plásticas. Cilindros de 15 m de altura, pintados de marron e de plástico macio forram "plantados" entre as árvores naturais. Aparentemente os pica-paus não conhecem a diferença entre árvores reais e falsas, pois já cavaram ninhos em praticamente todas as árvores plásticas.
Surgiu um problema quando os pica-paus tentaram chamar a parceira martelando naquilo que pensavam ser madeira podre. Normalmente, o som produzido pelo pica-pau, que pode ser ouvido a grande distância, é usado para atrair a companheira e marcar os limites de seu território. Porém, o som produzido ao bicar o plástico macio não ecoou da maneira correta; os pica-paus abandonaram as árvores plásticas e voltaram para as reais.
Os pesquisadores estão planejando tentar novamente, desta vez cobrindo as árvores plásticas com madeira compensada que ressoará quando os pica-paus bicarem. Será interessante ver se eles usarão as árvores falsas. É também interessante notar que os cientistas decidiram usar madeira verdadeira para alegrar os pica-paus. Estes gostaram da facilidade que o plástico macio proporcionou ao cavarem, mas quando chegou o momento da comunicação precisaram de madeira de verdade. É impossível melhorar o plano do Criador, embora pareça, por algum tempo, que possamos fazê-lo.