Embora haja bênçãos em tudo o que acontece, ocorrem também coisas tristes. Quero contar a história de Sundi, uma andorinha que quebrou uma asa quando voava para dentro de uma casa num domingo à tarde, em agosto. Ela foi salva por um casal vizinho.
Já era fim de verão e os parentes de Sundi, que viviam nas casinhas das andorinhas no jardim, logo estariam rumando em direção ao sul. Sua asinha não podia sarar tão depressa para poder acompanhá-los, mas com a ajuda de um bondoso veterinário ela melhorou depressa e logo podia ficar num poleiro e chilrear para as andorinhas. Logo, as andorinhas partiram - assim pensavam as pessoas. Sundi foi um dia colocada do lado de fora e puseram uma fita gravada com seus chilreias para que ela se sentisse em casa. Subitamente, dez andorinhas apareceram e empoleiradas num fio chilreavam para ela. Sundi foi colocada nas casinhas de andorinhas e as outras voavam em volta, voejando perto dela e trinando excitadamente, como se a estivessem convidando para acompanhá-las em sua viagem para o sul. Sundi esticou suas asas e experimentou, mas não podia voar; ela voou e caiu ao chão. As andorinhas se foram e Sundi continuou a sarar.
Ela tentava voar, vez após vez. Cada dia melhorava um pouco e logo podia voar até 3 metros. Então, um dia, voou contra a parede durante seus exercícios de voo. Ela se feriu internamente e morreu silenciosamente em sua gaiola. Sundi havia sido um membro da família somente por 40 dias. Ela havia dado tudo de si em sua tentativa de voar. Alguns dos filhos de Deus na Terra estão connosco por pouco tempo, mas nos dão tanto que aguardamos saudosos pela alegria que teremos ao encontrá-los outra vez na ressurreição.