Em Sua misericórdia, Deus presenteou os filhos de Israel com um conjunto de princípios de saúde. E as regras de Deus eram bem simples e práticas. Quando Ele lhes disse que peixes eram alimento aceitável, e quais não eram, fez uma diferença bem clara que não deixou nenhuma dúvida. As leis de Deus são sempre claras, mas tornamo-nos confusos ao tentar manipulá-las segundo nossos interesses.
Uns poucos fatos sobre as escamas podem ajudar-nos a entender por que se encontram em peixes "limpos". Em primeiro lugar, a escama é uma arma contra doenças. Em segundo, é encontrada primariamente em peixes que habitam águas limpas, pelo fato de as escamas possuírem capacidade especial de emitir reflexos luminosos, que oferecem proteção ao peixe contra seus predadores acima e abaixo. Finalmente, as escamas tendem a diminuir a velocidade do peixe que as possui, e assim reduzir a capacidade de este se tornar carnívoro justamente por não poder nadar suficientemente depressa para apanhar outro peixe. Assim é que os peixes com barbatanas e escamas possuem a tendência de ser os habitantes vegetarianos do mundo aquático.
Peixes sem escamas e barbatanas são mais suscetíveis de ser carnívoros e carniceiros. O quanto mais perto um animal está da dieta vegetariana que Deus nos deu originalmente, tanto maior será a probabilidade de ser saudável. Assim, mesmo sabendo que a dieta permitida não era a ideal, Deus sabia que era a melhor que podia recomendar sob aquelas circunstâncias.
Há muita discussão sobre a validade dessas regras para nossa época. Falando de um modo geral, as regras são princípios de saúde, e, como tal, são tão válidas hoje como eram no tempo de Moisés. Deveríamos levar em conta ainda as informações recentes sobre a condição deteriorada de todas as carnes. Hoje em dia é difícil encontrar um ambiente livre de doenças, mesmo no meio do mar ou na mais cristalina fonte que desce das montanhas.