Num dia primaveril, observando os pássaros na costa sul do Texas, notei o que parecia ser uma pequena nuvem arredondada no céu, acima do oceano. Movia-se constantemente e parecia estar se aproximando. Podia ver através dos binóculos que a pequena nuvem escura estava se agitando enquanto se movia. Então vi outra mais além, e mais outra. Estas nuvens estavam tão distantes que mal podia percebê-las, mas todas pareciam estar se aproximando da terça. Ao chegarem mais perto, pude ver que as formas escuras que se agitavam eram formadas por centenas de pequenos pássaros! Nunca havia visto antes passarinhos em bandos voarem daquela maneira.
Uma das nuvens de pássaros passou por cima da minha cabeça e desceu como uma massa esvoaçante numa árvore próxima. Finalmente os pássaros puderam ser identificados como tentilhões do tamanho de um pardal que vivem no centro dos Estados Unidos e vão hibernar desde o sul do México até a América do Sul. Os tentilhões estavam voltando para seus lares de verão. Mas qual a razão de voarem daquela maneira, em nuvens parecidas com enormes bolas? Havia visto muitos tentilhões antes, mas não havia percebido este comportamento.
As pesquisas revelam que pássaros voando num grupo compacto conservam energia em voos longos através do oceano, onde não há nada para comer; quando os pássaros voam juntos como se fossem um só, usam uma das leis da aerodinâmica de voo: cada pássaro no bando precisa trabalhar menos do que se voasse sozinho. O formato de bola é especialmente apropriado para dar ao bando uma eficiência maior no voo. O bando é, num sentido muito real, uma unidade - um disco voador de penas.
Quando Jesus vier, vê-lo-emos primeiro como uma pequena nuvem à distância. A medida que a nuvem for se aproximando, serão vistos milhares e milhares de anjos acompanhando-O, todos voando juntos como uma nave espacial eterna, vindo buscar-nos para nossos lares de verão no Céu.