Na celebração do centenário dos Estados Unidos em 1876, no Estado de Filadélfia, o pavilhão japonês estava ornamentado com uma vinha, nunca dantes vista naquele país. Era uma linda vinha com folhas grandes e de um verde suave, e no verão produzia cachos de flores vermelho-púrpura que cheiravam como uvas amassadas. Os japoneses chamam essa vinha de Kudzu.
A vinha kudzu fez sucesso imediato nos Estados Unidos. A princípio foi usada para decorar os quintais e tornou-se conhecida como "vinha de varanda". Então, durante a Grande Depressão, a vinha foi usada para cobrir barrancos e colinas no Sul. Logo a kudzu se tornou uma heroína pois transformou a terra desolada num verde vivo – e o fez com rapidez espantosa.
Já faz mais de cem anos agora desde aquela celebração. De algum modo, no decorrer do tempo, a vinha kudzu escapou do controle. Ela não parou quando havia coberto as áreas vazias. Agora ela cobre vastas regiões onde havia florestas, sufocando as árvores sob seus esmagadores ramos. A vinha cobre mais de 30 mil quilômetros quadrados desde Maryland até o Texas e desde Missouri até a Flórida. Caso você não saiba calcular o tamanho dessa área eu diria que é maior do que a área total do Estado de Alagoas.
A kudzu é uma das plantas de crescimento mais rápido - uma vinha kudzu pode crescer até 30 cm por dia. A kudzu tem uma raiz alongada como um nabo gigante que pesa quase 200 kg, da qual crescem 40 a 50 vinhas. No Sul, durante o inverno, as vinhas não morrem; apenas perdem às folhas e no início da primavera estas brotam novamente.
A planta que era tida como a salvação da terra desolada, tornou-se uma horrorosa maldição. Algumas pessoas tomam a maravilhosa verdade da Salvação e a tornam uma maldição quando tentam tomar sobre si a responsabilidade de cobrir seus pecados - um trabalho que somente Jesus pode fazer.