É agradável morar no campo. Sempre está acontecendo alguma coisa. Por exemplo, enquanto eu estava sentada junto à máquina de escrever, há alguns minutos, Shannon, uma amiguinha de meu filho Michael, veio correndo para me contar que os coiotes estavam uivando. Corremos para fora e ficamos a escutá-los no campo, do outro lado da estrada. Eles estavam uivando, latindo e se expressando como se fosse plena noite de luar, mas o Sol mal havia se posto no horizonte e ainda era claro. Os coiotes começaram cedo esta noite, pensei. Por que será? Ainda há muitos segredos a serem descobertos.
Em seus primeiros quatro anos de vida, antes de nos mudarmos para o campo, Michael não havia passado pelas experiências que ocorrem naturalmente na vida agreste, mas havia visto animais selvagens na televisão e em livros de gravuras, de modo que, em certo sentido, estava preparado para a mudança. Tomemos os gatos, por exemplo. Michael conhecia a respeito de gatos porque tínhamos Limusine, nosso gato de estimação, desde o seu nascimento. Um dia, logo depois que havíamos mudado para o campo, notei um gato cinzento malhado caminhando no gramado. Era um gato doméstico que provavelmente havia deixado sua casa e obviamente estava se dando bem assim. Apontei para o animal e disse: ''Michael, olhe! que bicho é esse?''
O garoto olhou para o gato e então com ar jocoso perguntou: ''É um jaguar?''
Ele não estava com medo, nem surpreendido ao ver que um animal selvagem estava ali. Para ele, o campo era igual aos lugares selvagens que havia visto em filmes e a presença de um jaguar ali era perfeitamente normal.
Pensei a respeito da resposta de Michael e concluí que seria maravilhoso se sempre tivéssemos o senso de admiração e aventura que surge quando se vê alguma coisa selvagem pela primeira vez. Os animais em nosso campo estão regozijando hoje à noite. Sou grata a Jesus por nos dar aventuras.