Uma Palavra Amiga

No lar do Azulão

12 de Maio
"Um ao outro ajudou, e ao seu próximo disse: Sê forte." Isaías 41:6
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A descrição de Isaías da maneira como nações pequenas trabalham juntas contra um inimigo comum é também uma ilustração maravilhosa de como nós, como cristãos, deveríamos nos relacionar uns com outros. Quando um membro de nossa comunidade, nossa igreja, ou nossa família sofre uma tragédia, deveríamos trabalhar imediatamente e ajudar até que a pessoa possa continuar por si mesma. A vida familiar dos azulões é um perfeito exemplo de tal ajuda.

Os azulões são únicos num aspeto: parece que se dão muito bem uns com os outros. Eles se espalham bem numa área de tal modo que não precisem brigar pelo mesmo gafanhoto, mas quando algo acontece a um pai de um ninho, os outros da vizinhança vêm ajudar a alimentar os filhotes. Uns filhotes de uma ninhada perderam seu pai. E as crianças sofreram? Nem um pouco. Duas outras fêmeas vieram ajudar a viúva azulão: uma era uma fêmea solteira da área e a outra era uma fêmea de uma ninhada anterior daquela estação – uma irmã mais velha dos filhotes que estavam no ninho.

Numa outra ocasião, um casal de azulões havia acabado de criar uns filhotes e tinham outros filhotes numa ninhada de sete dias de idade quando a mãe passarinho morreu. Neste caso, o pai foi ajudado no cuidado dos filhotes por dois machos de uma ninhada anterior: estes dois irmãos mais velhos tinham somente seis semanas de idade e estavam dispostos a ajudar o papai a cuidar dos bebês. Aqueles rapazes trabalhavam desde o amanhecer até o crepúsculo, diariamente, durante quase um mês, até que seus irmãozinhos e irmãzinhas deixassem o ninho e pudessem cuidar de si mesmos. Não há falta de amor numa casa de azulões.

Evidentemente, quando há a perda de um dos pais, numa família de azulões, não somente as crianças mais velhas, mas todos os vizinhos disponíveis também vêm para ajudar de boa vontade, como se isso fosse sua própria tarefa.