Em casa temos um gato. Seu nome é Limusine. Ele é bem grande e todo preto. Anteriormente pertencia a uma vizinha, mas quando ela adquiriu um novo cachorro, um grande cão de caça, preto, Limusine mudou-se para nossa casa. Bem, ele realmente não se mudou; veio à procura de comida e um carinho ocasional.
Com o tempo, Limusine desenvolveu um jeito de nos comunicar quando desejava comer. A princípio tentamos alimentá-lo fora, mas não deu bom resultado, pois a comida atraía todos os gatos da vizinhança, bem como um gambá e um casal de guaxinins. Bem, isso não era tão ruim, só que não podíamos gastar tanto com ração de gatos, de modo que adotámos um procedimento diferente. Colocámos o alimento dentro de casa e cuidámos para deixar Limusine entrar para comer sempre que fosse necessário, mas nosso horário nem sempre coincidia com o seu e ele ficava impaciente. Então subia na porta de tela e miava.
Logo tivemos um problema, pois o gato estava destruindo a tela da porta. Tirámos a mola que fecha a porta, e isso resolveu porque agora, quando Limusine tenta subir na tela, a porta se abre e fica balançando e ele não gosta disso nem um pouquinho. Assim, deixou de subir na tela.
Mas agora que a porta balança, ele descobriu a melhor de todas as soluções - uma que ele ainda usa e que nós podemos aceitar e até mesmo apreciar por causa de sua esperteza. Ele bate a porta. É verdade, quando Limusine quer entrar, simplesmente puxa a porta de tela o suficiente para que ela balance por seu próprio peso, e assim, depois que a porta bate várias vezes, sabemos que ele está ali e quer entrar. Jamais deixamos de atendê-lo, pois suas batidas são muito persistentes.
Temos nós tanta disposição para atender a Jesus que está batendo à porta de nosso coração?